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Começando pelo começo: de onde surgiu a Tech Trash?

A Tech Trash nasceu em um momento totalmente inesperado da minha vida. Em 2015, eu decidi que não iria mais trabalhar com Meio Ambiente ou Sustentabilidade, era hora de ganhar dinheiro e parar de perseguir essa bandeira ingrata no meio corporativo. Decidi que abandonaria meu diploma de Bacharel em Geografia pela UFRJ, minha Pós-Graduação em Meio Ambiente e 6 anos dedicados ao tema para ser um Engenheiro Civil.

 

Em umas das disciplinas do segundo período, o professor resolveu que exigiria mais do que trabalhos medianos dos alunos do período noturno. Foi então que eu tive que fazer uma enorme pesquisa sobre Obsolescência Programada e usei, talvez por força do hábito e com certeza de forma bem exagerada, toda a minha experiência em Metodologia Científica para uma verdadeira imersão no tema.

 

A Obsolescência Programada, de acordo com o Wikipédia, é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto. Isso começou nas décadas de 1930 e 1940 e teve como principal consequência a monstruosa geração de lixo eletrônico, que desde então vem sendo descartado na natureza mundo afora sem qualquer preocupação.

 

Estava descobrindo um campo totalmente inexplorado e ignorado em todos esses anos de trabalhos com Sustentabilidade e Meio Ambiente. Claro, eu sempre soube que não era correto jogar pilhas e baterias na lixeira comum, mas não tinha a menor noção dos volumes de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) que eram gerados anualmente no Brasil e no Mundo. Definitivamente, são números assustadores.

 

Espera-se que, em 2017, o Brasil produza quase 1,4 milhão de toneladas de REEE e foquei o meu trabalho em identificar possíveis iniciativas ou formas de descarte correto desse material no meu bairro. Foram as duas semanas mais improdutivas da minha vida, enquanto as informações sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos multiplicavam-se no meu navegador, as iniciativas e formas de descarte correto se tornavam uma pedra no sapato do meu trabalho final.

 

Comecei a apelar para exemplos internacionais e vi iniciativas fantásticas sendo desenvolvidas nos EUA, Japão, Alemanha e Índia. Não consegui aceitar que as famílias do bairro onde moro tenham que se contentar em acumular todos os seus aparelhos velhos em casa ou vender para o Ferro Velho.

 

Continuei a seguir o roteiro do trabalho e o próximo passo era realizar um questionário com as pessoas afetadas diretamente pelo tema escolhido. Descobri que só 4% dos meus entrevistados receberam algum tipo de informação sobre o descarte de eletrônicos no momento da compra e que mais de 80% tem aparelhos eletrônicos sem uso ou quebrados guardados em casa.

 

Por fim, achei a deixa para testar uma ideia e descobri que 90% dessas pessoas entrevistadas usaria um aplicativo ou uma plataforma na web para ter mais informações sobre o descarte correto de eletrônicos e apenas 18% não pagariam por um serviço de coleta que garantisse uma destinação ecologicamente correta.

 

Estava eu com a faca e o queijo na mão, descobri uma oportunidade e gerei demanda por um serviço. Eu larguei a Engenharia Civil, larguei meu emprego e também a ideia de abandonar o tal do Meio Ambiente. Juntei mais dois amigos, que compraram a ideia logo de cara, sem pensar duas vezes, e há 4 meses somos os sócios da Tech Trash.

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