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Lixo eletrônico e a contaminação do Meio Ambiente

Há, atualmente, um grande avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC) em escala global, acompanhado de um encurtamento de tempo de vida útil destes equipamentos tecnológicos. Uma consequência disto é o também eminente aumento de volume de lixo eletrônico. Segundo estudo coordenado pela Universidade das Nações Unidas (UNU) em 2017, apenas cerca de 20% de todo volume gerado no mundo é documentado para se avançar em coleta e reciclagem (e a realidade para países em desenvolvimento, como o Brasil, é ainda pior).

 

O lixo eletrônico é um lixo novo. O que apontam diferentes estudos de percepção realizadas por grupos de pesquisa pelo Brasil e pelo mundo é: há uma necessidade de conscientização da população e das instituições públicas e privadas quanto à necessidade de um descarte especializado deste material. Em grande parte, os equipamentos eletroeletrônicos sem vida útil são acumulados nos domicílios das pessoas ou descartados em lixos comuns, espaços abertos (não destinados a qualquer tipo de lixo) ou aterros sanitários.

 

O descarte não especializado, como os que são realizados, inclusive, nos aterros sanitários, tem por consequência a liberação de substâncias tóxicas contidas nos equipamentos eletroeletrônicos diretamente no solo e em águas superficiais e subterrâneas. Isto causa uma contaminação destes recursos naturais e, consequentemente, impacta sobre a fauna, a flora e a população humana, refletindo, assim, nos sistemas ecológico e produtivo. O Brasil tem registrado (informalmente) impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente decorrentes do livre despejo de lixo eletrônico, em espaços abertos quaisquer e nos “lixões”.

 

São alguns dos perigos do descarte inadequado ao meio ambiente:

 

  • O chumbo, o bário e outros metais pesados, presentes em TVs, monitores e câmeras quebrados e despejados no solo. Eles possuem capacidade para atingir as águas subterrâneas do ambiente, contaminando-as. Estes mesmos materiais liberam ainda um fósforo tóxico;

  • O mercúrio, o cádmio, a dioxina bromada, entre outros elementos presentes nas placas de circuito impresso (importante placa para fixação de componentes eletrônicos como os chips). Eles emitem gases poluentes tanto ao ar quanto aos rios. Os chips, e outros componentes banhados a ouro, ainda possuem substâncias, como hidrocarbonetos, que acidificam os rios, sua fauna e sua flora;

  • A queima de equipamentos compostos de hidrocarbonetos, como os fios de cobre utilizados em máquinas computadoras. Eles atingem o ar, a água e o solo, também através da emissão de gases ácidos. A trituração destes equipamentos para reuso geram emissões, novamente, de dioxinas bromadas, hidrocarbonetos e metais pesados tóxicos.

Cumpre notar que, com o risco danoso ao meio ambiente, à biodiversidade e à saúde humana, gera-se custos. Estes, somados à perda de matéria-prima descartada dos equipamentos eletrônicos despejados, implicam em perda econômica. Com isso, permite-se explicitar que o meio ambiente não diz respeito apenas ao fator ecológico. Isto é sabido a partir da noção de sustentabilidade e seu tripé. Relaciona-se diretamente com o social e o econômico.

 

Desta forma, é a destinação adequada do lixo eletrônico que contemplará a necessária visão do meio ambiente como um ambiente inteiro e sustentável, a partir do adequado gerenciamento de lixo eletrônico.

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